Para um advogado, é extremamente importante trabalhar sua imagem pessoal e profissional, afim de conquistar respeito e clientes em seu meio de trabalho. Além de uma boa vestimenta, comportamento adequado e uma boa prestação de serviços, é de suma importância investir em sua identidade visual, seja na sua marca pessoal ou no seu escritório, como falamos um pouco neste post.

Das mídias que seus possíveis clientes entrarão em contato, mesmo na era digital, o cartão de visitas é ainda muito valioso, e pede um cuidado estético. Muitas vezes é difícil fazer um, por não saber quais informações incluir, onde e como posicioná-las, além de qual logo fazer, quais fontes e até cores usar. Claro, o ideal sempre é contratar uma agência, estúdio ou designer para fazer isto, mas a intenção deste post é fazer com que você consiga fazer isso independentemente.

Utilizando UX Design para criar um cartão de visitass

Um conceito muito falado hoje em dia no meio do design é o UX, User Experience em inglês, ou Experiência do Usuário em português. Introduzido nos anos 90, busca entender como as pessoas percebem e manuseiam as mídias com as quais estão em contato (em diversos sentidos, mas neste caso o foco é na interação visual).

Não há regras escritas!

Apesar de haver muitos profissionais na área dedicados a pesquisarem e criarem técnicas de UX que sejam funcionais, essencialmente, não existem leis quanto a isso. Há de se ter alguns cuidados, como o espaçamento entre elementos (imagens e escritas) para tornar a compreensão fácil, utilizar as cores certas para dar a impressão correta ao usuário sobre o você/seu escritório, entre outros. Para escritórios de advocacia, cores como preto, branco, marrom e azul são as mais comuns e adequadas, e lembrando que é importante dar um contraste entre as cores para facilitar a visualização de elementos.

Quando se trata de fontes, há três grandes categorias: sem serifa, com serifa e manuscritas. A serifa é um traço ou barra que remata a haste das letras. Fontes com serifa têm um ar mais tradicional, enquanto as sem serifa dão maior ar de modernidade, mas, funcionalmente, as sem serifa são mais fáceis de ler – por terem menos elementos, e as manuscritas são muito variadas. Para descobrir qual a ideal para você, a melhor opção é pesquisar e decidir por si mesmo, sites como Google Fonts – com fontes 100% grátis – ou esse post sobre fontes mais usadas em UX design são ótimos para isso.

Um método que pode auxiliar muito na hora de preparar seu cartão de visitas é buscar referências, por exemplo esta. Visualizar outros trabalhos, principalmente de designers experientes, pode dar um norte sobre quais são bons padrões estéticos a serem seguidos. Outro bom método para fazer seu cartão de visitas é ler blogs de UX design, como o UX Collective.

Use a tecnologia a seu favor

Para fazer esse tipo de trabalho, ainda mais se tratando de UX design, a melhor opção é usar programas como Adobe Photoshop ou Illustrator. No entanto, além de serem softwares caros, nem todos sabem usá-los. Ainda assim, é totalmente possível fazer uma peça gráfica para seu cartão de visitas em programas do Windows, sendo o melhor exemplo o Power Point. Sim, o Power Point oferece uma boa flexibilidade para ajustar caixas de texto, imagens, espaçamentos, até mesmo apresentando alguns templates (modelos) prontos para usar como base. Outro exemplo similar é o Canva, uma ferramenta online para apresentações, mas que também é ótimo para fazer seu cartão de visitas.

Hora da impressão

Quando a parte digital estiver feita, ou seja, quando seu cartão de visitas estiver pronto no computador, está na hora de mandar para a impressão. Procure gráficas de qualidade que estão disponíveis na sua região, mas uma boa recomendação é a Printi, que oferece serviços online e entrega o produto em todo o Brasil.

Talvez um dos aspectos mais importantes é verificar qual o papel adequado a se utilizar e, para tal, é preciso avaliar uma série de características. Se está em busca de uma estética mais luxuosa ou refinada e não se importa em gastar mais, os papeis Aspen ou Majorca são boas opções, bastante lisos e brilhantes, de aspecto metalizado/perolado, são comumente usados em convites para festas. Já se quiser que seu cartão de visitas tenha um aspecto mais tradicional, de superfície mais porosa e áspera, o papel Diamond pode ser uma boa opção.

Caso não queira gastar muito, dependendo de como for a impressão, o papel Offset deve ser considerado, sendo um papel menos resistente por não ter revestimento, mas isso facilita a absorção de cores. Por último, mas não menos importante, é o clássico papel Couché: liso, brilhante, mas de aspecto muito profissional e muito resistente. É importante também decidir com sabedoria qual será a gramatura (grossura) do papel, alguns tipos permitem uma variedade maior que outros, mas, em geral, cartões de visita variam entre 180 g/m² e 240 g/m². A recomendação é, se possível, ir até uma gráfica para ver quais estão disponíveis, tocá-los e ver exemplos de produtos em cada tipo.

Esperamos que essas dicas tenham ajudado na confecção de um cartão de visitas. Se tiver alguma dúvida ou crítica, deixe um comentário abaixo do post!

qualidade e facilidade

Lucas Nishimura

Lucas Nishimura

Bacharel em Design Visual pela ESPM em formação. Integra atualmente o nosso time de Marketing e é uma das responsáveis pela comunicação da DOC9 com a nossa Rede de Parceiros. Responsável majoritariamente pela comunicação com parceiros, com foco na realização de treinamentos, tanto em PDF como em vídeo.

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