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Criptografia de dados: o que é, tipos e como funciona [Guia 2023]

Proteção online

O avanço da tecnologia e a popularização da internet permitiram a comunicação instantânea, as compras e o pagamento de contas pelo smartphone. Porém, manter todas essas práticas seguras é um grande desafio.

É aí que entra a criptografia de dados, metodologia usada para proteger informações digitais confidenciais e importantes. Esse método camufla as informações para que somente os usuários que possuem a chave de criptografia certa possam decifrá-las. 

Por meio dela, seus dados ficam seguros em casos ciberataques. Além disso, hackers não conseguem acessar suas mensagens e dados, mesmo que sejam interceptados antes de chegar ao destinatário.

Essa é uma ferramenta fundamental para a proteção de dados. Neste artigo, você pode entender um pouco mais sobre ela, seus principais tipos, porque ela é importante e por que sua empresa deveria começar a investir em criptografia. Confira!

O que é criptografia de dados?

A criptografia de dados é uma ferramenta que tem o objetivo de eliminar as chances de terceiros terem acesso aos seus dados. 

É muito usada nas comunicações web, sistemas de pagamento e armazenamento local de informações que têm nível baixo de risco.

Atualmente, a criptografia mais comum é a “criptografia assimétrica”, a qual permite uma comunicação com proteção em todas as pontas e de modo robusto e verificável. 

Na criptografia assimétrica, o usuário possui 2 chaves, isto é, sequências alfanuméricas, que permite criptografar e descriptografar os conteúdos:

  1. Chave pública: é aquela que é distribuída a todas as pessoas que querem se comunicar e permite que esse conteúdo da mensagem seja cifrado. 
  2. Chave privada: essa é exclusiva ao destinatário do conteúdo, a qual permite que as informações sejam visualizadas com muita segurança  

Tipos de Criptografia

Escolher um tipo de criptografia para seu negócio é essencial para evitar erros que possam deixar seus dados desprotegidos e seu negócio suscetível a ciberataques. 

É válido considerar que, para compreender a complexidade de um tipo de criptografia, é importante saber que quanto mais bits, maior o número de chaves para decifrar o documento. Outra proporção é que quanto maior o número, mais elevada é a segurança. 

Confira abaixo os principais tipos  de criptografia de dados: 

Chave simétrica 

A chave simétrica é um modelo comum e simples, visto que nela, uma chave é usada tanto pelo emissor quanto pelo receptor da mensagem, ou seja: é usada tanto para a codificação quanto para a decodificação das informações. 

Esse tipo de criptografia foi uma das responsáveis pelo avanço nessa área, lançando a base para outros tipos de chaves, como o DES e o IDEA. 

DES (Data Encryption Standard) 

O DES é um dos modelos mais simples, sendo um dos primeiros a ser desenvolvidos e implementados pela IBM em 1977. Então, é uma das chaves mais difundidas ao redor do globo, pois oferece uma proteção básica com apenas 56 bits e até 72 quatrilhões de combinações possíveis. 

É um tipo que pode ser decifrado por qualquer técnica nomeada de “força bruta”. Nesse caso, é um programa que irá testar, frequentemente, todas as possibilidades de chave, de modo automatizado e por horas seguidas. 

Como é um sistema de proteção básica, isso oferece uma segurança menor ao usuário. 

IDEA (International Data Encryption Algorithm)

Essa chave foi criada em 1991, é uma chave simétrica, que opera em blocos de informações de 64 bits, usando chaves de 128 bits. 

A chave atua de maneira diferenciada, fazendo uma espécie de confusão para decifrar o texto, protegendo assim as informações e impedindo o realinhamento para a leitura de modo correto. A estrutura dessa chave é muito semelhante à da DES. 

SAFER (Secure and Faster Encryption Routine) 

Já esse modelo de chave tem a criptografia feita em blocos de 64 bits. Não é incomum o usuário encontrá-la pelo nome SAFER SK-64. 

Entretanto, é uma criptografia na qual diversos especialistas encontram muitas fragilidades, permitindo que desenvolvessem novas e mais complexas opções, como o SK-40 e o SK-128 bits. 

AES (Advanced Encryption Standard) 

Esse tipo é um dos algoritmos de criptografia mais seguros atualmente, sendo utilizado até pelo Governo dos Estados Unidos e muitas outras organizações de segurança. 

A criptografia é feita em blocos de 128 bits, porém as chaves podem ser aplicadas em 192 e 256 bits, o que torna essa chave extremamente difícil de ser quebrada em variados ataques cibercriminosos. 

Blowfish 

Esse tipo de criptografia foi desenvolvido para ser uma solução de criptografia pública rápida e gratuita, também com o intuito de substituir o DES. 

O Blowfish é uma cifra de bloco simétrico que divide os dados em blocos de 64 bits, e pode gerar tamanhos variáveis de 32 bits até 448 bits (embora geralmente não sejam tão longos). 

O Blowfish é usado por diversos fornecedores de comércio eletrônico, seja para senhas ou processamento seguro de pagamentos. Acredita-se que nunca ninguém conseguiu hackear esse sistema de criptografia. 

Twofish 

O Twofish cria blocos de 128 bit e o tamanho da chave pode chegar até 256 bits. Esse tipo processa blocos em 16 rodadas, independente do tamanho dos dados em que está trabalhando. 

Os usuários do Twofish sempre elogiam as ferramentas de personalização e alto nível de segurança que a ferramenta oferece. 

Criptografia completa 

Quando examina os métodos de criptografia, é essencial que considere se criptografam apenas em trânsito ou de ponta a ponta. 

  • A criptografia em trânsito protege os dados durante a transferência do remetente ao servidor, porém fica mais vulnerável no servidor como texto simples. 
  • A criptografia de ponta a ponta significa que apenas os dispositivos que pertencem ao remetente e ao destinatário pretendido possuem as chaves corretas para descriptografar as informações. 

Os dados protegidos por criptografia de ponta a ponta são protegidos em toda a jornada, do remetente ao destinatário. 

Como a criptografia de dados funciona?

A criptografia de dados pode ter um papel-chave na criação de softwares. Com a criptografia a empresa consegue estruturar rotinas mais robustas e dar um alto nível de confiabilidade para a aplicação:

  1.  Armazenamento de informações sobre o projeto

No mercado digital, os projetos de desenvolvimento de softwares contam com grande nível de digitalização. Isso determina uma série de informações críticas salvas em meio digital, como: 

  • Relatórios de desempenho 
  • Tabelas com as etapas 
  • Código-fonte do sistema 

Porém, ao mesmo tempo em que pode auxiliar a empresa no compartilhamento de mais informações, o fator também contribui para o aumento das vulnerabilidades, o que pode acabar expondo a empresa. Por isso é imprescindível investir na segurança de dados. 

Uma maneira de solucionar o risco de vazamento de dados durante o projeto é estruturando um sistema de armazenamento de informações que seja criptografado de ponta a ponta. 

Isso dá à empresa uma garantia maior de que, caso ocorra alguma tentativa de roubo de informações, o hacker não terá acesso às informações, pois não possui a chave de descriptografia. 

  1. Comunicação entre times

A comunicação entre times é um fato constante nos processos de desenvolvimento. As empresas estimulam a troca de informações, pois elas: 

  • Integram equipes;
  • Garante mais agilidade; 
  • Promove mais inovação na resolução de problemas. 

Nesse momento, é essencial saber o que é a criptografia de dados, pois essa troca envolve dados sigilosos. Por isso que nesse desenvolvimento de sistemas deve-se buscar soluções de TI que trabalhem com criptografia de ponta a ponta. 

Desse modo, os ataques que tentarem capturar as informações de sua organização não conseguirão obter acesso ao que as equipes compartilham entre eles. 

  1. Comunicação entre a aplicação e o servidor de dados

Diversas aplicações atualmente dependem da internet para serem de fato funcionais. 

A presença das conexões sem fio permite que os desenvolvedores utilizem APIs para integrar softwares, se comunicar com a nuvem e ter mais recursos que dependam da web para ter real utilidade. 

Um exemplo disso é a melhoria da gestão de pagamentos recorrentes e assinatura de serviços. Entretanto, se de um lado as características promovem inovação, ela também pode contribuir para o aumento do grau de insegurança no ambiente corporativo. 

Dessa forma, a criptografia também deve ser direcionada para as conexões entre o aplicativo criado e os servidores de dados, sejam eles usados para autenticação  de usuários, para realizar pagamentos ou apenas para o envio de arquivos. 

Compreender o que é a criptografia e a importância da aplicação dela na rotina é essencial. 

Não apenas a maioria dos dados trocados terá informações sigilosas de terceiro, mas também a comunicação entre os aplicativos e servidores quando estão desprotegidas permite que ataque ocorra para o roubo de dados e a manipulação de informações. 

  1. Login de usuários

O login de usuários é um processo crítico em qualquer aplicativo. Por isso que a criptografia é essencial para que essa funcionalidade possa ser implementada nos aplicativos sem que comprometa o usuário. 

A criptografia nos processos de login geralmente acontece de duas formas: 

  1. A comunicação entre o aplicativo e o serviço de login é criptografada para evitar o roubo de informações do usuário e a senha. 
  2. O processo de armazenamento das informações de login é feito para impedir que alguma pessoa sem autorização tenha acesso aos dados de terceiros, mesmo que consiga roubar os registros. 
  1. Pagamentos online

O sistema de pagamento online já existe em diversos aplicativos, e nesse setor a criptografia é fundamental para que o usuário possa inserir os dados do cartão de crédito, login, senha e outros dados pessoais que permitam a validação das suas informações sem que comprometa a privacidade do usuário. 

Então, é graças à criptografia que é possível usar esses sistemas de pagamentos e assinaturas em segurança. Ela limita o acesso aos dados privados que são utilizados durante a cobrança, assim reduz o risco para a empresa e usuário. 

  1. Compartilhamento de Certificados Digitais

Nos certificados digitais, a criptografia ocorre por meio de um software que realiza um conjunto de operações complexas e insere uma chave secreta para cada informação. 

Assim, quando um emissor envia uma mensagem codificada ao destinatário, ela chega totalmente ilegível, sendo necessário que utilize as chaves criptográficas para decifrar as informações. 

Por isso, é importante considerar o investimento em ferramentas que auxiliam no gerenciamento do compartilhamento de certificados digitais, como o Whom.

Para evitar vazamentos de dados e garantir a conformidade do seu negócio, é essencial assegurar a integridade e confidencialidade de suas informações em quaisquer operações. Seja em assinatura de contratos, transações bancárias ou cumprimento de obrigatoriedade no site da Receita Federal, a segurança da informação deve ser uma prioridade na sua rotina profissional. 

Por que a criptografia de dados é importante?

A criptografia de dados é essencial, tanto para os usuários quanto para as empresas, pois protege as informações contra acessos não autorizados. 

Mesmo que a criptografia não garanta uma segurança total, com ela é possível reduzir muito a exposição do roubo, invasão, quebra de senha, roubo de identidade, fraudes e demais ameaças online. 

Além disso, um erro comum de muitos gestores é aplicar a criptografia apenas nas comunicações em máquinas físicas, como notebooks e desktops, ignorando o uso desses recursos em dispositivos móveis, como smartphones, tablets e wearables. 

Porém, frequentemente as comunicações e envios de informações de dados são utilizados através dessa modalidade móveis, e os cibercriminosos como são conscientes disso, atacam justamente a vulnerabilidade desses sistemas. 

Então, devido a isso, para que consiga manter a integridade das informações, é essencial que a criptografia seja aplicada em todos os dispositivos usados pela empresa, bem como na própria rede wireless. 

Qual a relação entre criptografia e proteção de dados segundo a LGPD?

A criptografia é uma importante ferramenta de segurança da informação. Porém, com as leis de proteção de dados pessoais, como a GDPR europeia e a Lei Geral da Proteção de Dados Pessoais (LGPD), ela vem ganhando ainda mais destaque.

LGPD e GDPR: saiba o que significam e as diferenças!

A legislação europeia exige que as empresas que coletam, tratam e armazenam dados dos usuários façam isso por meio da criptografia. Já a LGPD não traz essa obrigação para as empresas que atuam no território brasileiro.

Contudo, a Lei exige que sejam adotadas ferramentas seguras para tornar ininteligíveis os dados pessoais dos usuários. Assim, mesmo que não seja citada na LGPD, a criptografia é uma ferramenta segura para a proteção de dados pessoais armazenados. 

Isso porque a criptografia transforma um texto claro em um texto ilegível, fazendo com que os dados fiquem indecifráveis para terceiros. Assim, apenas a pessoa que possui a chave correta pode decodificar os dados, que estão protegidos por essa máscara.

Porém, a adoção da criptografia por si só pode não ser suficiente para manter os dados dos usuários em segurança. Isso porque o maior risco de segurança da informação enfrentado pelas empresas está no comportamento dos usuários internos, sejam eles maliciosos ou não.

Por isso, mais do que adotar ferramentas, seguir os requisitos de encriptação de dados e estar em compliance com as legislações, é fundamental promover treinamentos para conscientizar os usuários a respeito da importância da segurança da informação.

Vazamento de dados: saiba o que é e como evitar!

Quais são os principais sistemas computacionais que usam criptografia?

Diversos sistemas computacionais se utilizam da criptografia para garantir segurança, privacidade e a integridade das informações transmitidas. Os principais sistemas que utilizam essa ferramenta são:

  • Sistemas de comunicação, como HTTPS, SSL/TLS, SSH e VPN usam a criptografia para tornar segura a comunicação entre dispositivos e servidores, impedindo a interceptação de informações e sua leitura por terceiros;
  • Transações financeiras eletrônicas, como pagamentos com cartão de crédito que usam a criptografia para tornar segura a transferência de dados financeiros sensíveis;
  • Sistemas de autenticação, como tokens de segurança e senhas, usam a criptografia para manter seguras as informações de acesso dos usuários e evitar que hackers acessem suas contas;
  • Dispositivos como storages, pendrives, discos rígidos ou cartões de memória usam a criptografia para armazenar dados de forma segura e impedir que informações sejam roubadas ou acessadas por pessoas não autorizadas;
  • Sistemas de blockchain, usados em criptomoedas como o Bitcoin, usam a criptografia para garantir a segurança e a confidencialidade das transações.

Diferença entre Encriptação x criptografia

A criptografia se refere a construção e análise de protocolos que impedem pessoas não autorizadas a lerem mensagens privadas. Muitos desses aspectos são de segurança da informação, como confidencialidade, integridade de dados, autenticação e outros pontos. 

A aplicação da criptografia inclui o comércio eletrônico, cartões de pagamento baseados em chip, moedas digitais, senhas de computadores, comunicações militares, etc. 

Já a encriptação, que está dentro da criptografia, é o processo de transformar a informação usando um algoritmo, nomeado de cifra, de modo que impossibilite a leitura a todos os que tenham uma identificação particular, chamada como “chave”. O resultado desse processo é uma informação encriptada ou texto cifrado.

Em alguns contextos, o termo “encriptação” pode se referir ao processo inverso, que é a decriptação, pois torna a informação encriptada novamente legível. 

Exemplos de algoritmos de criptografia

Apesar de possuir poucos tipos, a criptografia possui diversos algoritmos simétricos e assimétricos. Isso acontece por diversos motivos, como a aplicação do algoritmo. Além disso, alguns contém correções de falhas ou brechas de versões anteriores. Confira os principais:

Criptografia RC4

Rivest Cipher 4 (RC4) é a cifra de um fluxo criado no fim dos anos 1980 (stream cipher). Este é um algoritmo simétrico. A cifra atua nos dados um byte por vez, criptografando seus dados.

Essa é uma das cifras de fluxo mais usadas, e pode ser encontrada nos protocolos Secure Socket Layer (SSL). Hoje, esse algoritmo não é mais tão utilizado, pois apresentou vulnerabilidades que permitiram que usuários quebrassem sua chave rapidamente.

Criptografia Twofish

Esse é outro algoritmo simétrico, uma evolução do Blowfish que precisa somente de uma chave de 256 bit. Bastante útil e seguro, foi finalista de uma competição do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia para Estudos sobre os Estados Unidos (INCT-INEU).

Criptografia DES

Data Encryption Standard (DES), é outro tipo de chave simétrica. Um dos primeiros a ser criado, no início da década de 1970, por um time de desenvolvedores da IBM. Esse algoritmo converte texto simples em blocos de 64 bits de texto cifrado, com chaves de 48 bits.

Porém, ele é considerado inseguro para diversas aplicações na atualidade devido ao pequeno tamanho de sua chave. Por isso, o DES foi substituído pelo AES.

Criptografia 3DES

Esse algoritmo foi derivado do DES e se tornou popular nos anos 1990. Diferente de seu antecessor, ele usa 3 chaves de 64 bits. Contudo, se tornou obsoleto desde 2023.

Criptografia RSA

O algoritmo Rivest-Shamir-Adleman (RSA) é do tipo assimétrico. É bastante utilizado atualmente e seu funcionamento é baseado no uso de uma chave pública para criptografar dados e de uma chave privada para descriptografá-los.

Criptografia AES

Advanced Encryption Standard (AES) é uma cifra que serve para proteger a transferência de dados online. Esse é um dos melhores e mais seguros protocolos de criptografia, utilizado em diversas aplicações.

Esta é uma chave simétrica, já que usa a mesma chave para criptografar e descriptografar o conteúdo. Além disso, a cifra usa o algoritmo SPN (rede de permutação de substituição) para aplicar várias rodadas de criptografia aos dados.

Essas rodadas são as responsáveis pelo alto nível de proteção do AES. Assim, se alguém quiser burlar a proteção, terá que fazer isso por diversas rodadas. Por último, a AES conta com chaves de três tamanhos diferentes: 128 bits, 192 bits e 256 bits.

Qual a diferença de criptografia em trânsito x repouso? 

As ferramentas de criptografia de dados geralmente são categorizadas de acordo com sua projeção – para dados em repouso ou em trânsito. Confira a diferença entre elas:

Criptografia de dados em trânsito

São considerados dados em trânsito aqueles que são transferidos entre dispositivos, como na internet ou em redes privadas. É no momento da transferência que os dados ficam expostos ao maior risco.

Isso porque precisam ser criptografados antes da transferência e ficam à mercê das vulnerabilidades do próprio método de transferência. Porém, durante a transferência (criptografia de ponta a ponta), mesmo que os dados sejam interceptados, sua privacidade é preservada.

Criptografia de dados em repouso

São considerados dados em repouso aqueles que estão em um dispositivo de armazenamento de dados. Ou seja, quando estão ativamente em uso ou em transferência.

Esse tipo de informação normalmente é menos vulnerável do que as que estão em trânsito. Isso porque os recursos de segurança do dispositivo já conseguem restringir o acesso a eles. Apesar disso, eles não são imunes a roubos e invasões.

Além disso, normalmente esses dispositivos contêm informações mais valiosas. Por isso, costumam ser um alvo mais atraente para cibercriminosos.

Por meio da criptografia de dados em repouso, é possível reduzir as oportunidades de roubo dessas informações criadas por dispositivos roubados ou perdidos. Também é uma forma de prevenir compartilhamento indevido de senha ou concessão de permissão acidental.

Com ela, a pessoa mal intencionada leva mais tempo para conseguir acessar as informações. Assim, o proprietário ganha tempo para descobrir casos de credenciais alteradas, perda de dados, ataques de ransomware ou dados apagados remotamente.

A tecnologia Transparent Data Encryption (TDE) é utilizada pelas gigantes da tecnologia para criptografar arquivos de banco de dados. Por meio dela, é possível proteger os dados em repouso, criptografar bancos de dados no disco rígido e em mídias de backup. 

Por que investir em criptografia nos tempos atuais?

Nos últimos anos, ocorreram vários escândalos de utilização indevida de dados. Relembre alguns desses casos. Com isso, ficou evidente a necessidade da criação de legislações para proteger os interesses dos titulares de dados pessoais.

Para garantir a segurança das informações coletadas pelas organizações, foram criadas leis como a LGPD e a GDPR. Elas determinam medidas que precisam ser adotadas para garantir a segurança das informações de clientes, colaboradores, fornecedores e outros parceiros das empresas.

LGPD E GDPR: Saiba O Que Significam E As Diferenças

Dentre outras medidas que devem ser tomadas para manter a segurança dos dados, a criptografia está entre as tecnologias que mais se destacam. Adotar esse tipo de ferramenta é muito importante para preservar a imagem e a segurança da empresa. 

Confira os benefícios de adotar ferramentas de proteção das informações do seu negócio:

Manter os processos em sigilo

Por meio de ferramentas como a criptografia de dados, é possível garantir a segurança de todos os processos sigilosos da empresa. Exemplos disso são transações bancárias, dados de colaboradores, clientes e fornecedores, etc.

O vazamento desse tipo de informação pode trazer enormes prejuízos financeiros e para a imagem da empresa diante da sociedade. Por isso, é fundamental contar com ferramentas que garantam a segurança desse tipo de transação.

Dessa forma, processos como pagamentos ou recebimentos podem ser feitos sem riscos de que pessoas não autorizadas acessem essas informações.

Proteção no envio e recebimento de informações

O momento da transferência de dados é um dos mais vulneráveis a vazamentos ou roubos. Porém, se a empresa envia dados estratégicos por meio de código criptografado, somente quem os recebe e tem a chave de codificação pode acessar suas informações.

Esse é um processo que protege tanto o titular do dado quanto a empresa. Isso porque a exposição e o uso indevido desses dados pode trazer sérios danos à imagem da empresa, sanções e processos judiciais.

Assim, proteger a transferência de informações é fundamental para que as empresas possam garantir sua integridade, privacidade e segurança.

Segurança dos dados

Grande parte das empresas possuem dados que não podem ser divulgados – desde informações de clientes até as relacionadas às estratégias. Quando se trata dos dados pessoais dos clientes, um incidente de vazamento pode representar até um processo judicial para a empresa.

Para manter a empresa protegida de ataques e em conformidade com a legislação, é necessário usar tecnologias que garantam a segurança dos dados, como a encriptação de dados e outros métodos combinados.

Um exemplo de ferramenta tecnológica para garantir a segurança dos dados é o Whom, gerenciador de certificados digitais. Essa solução traz segurança e conformidade à prática do compartilhamento de certificados digitais entre profissionais que atuam em escritórios e departamentos jurídicos.

A ferramenta permite que, por meio de um um token criptografado, o usuário acesse o documento por meio de uma extensão no navegador. Assim, não é preciso instalar programas no computador e há possibilidade de limitação de acesso apenas aos sistemas e informações estritamente necessários para a execução do trabalho.

Conheça o Whom e descubra como tornar o compartilhamento de certificados digitais seguro!

Integridade das informações

A criptografia ajuda a proteger a integridade de seus dados. Isso porque ela assegura o conteúdo de um arquivo ou mensagem por meio de algoritmos avançados. Dessa forma, as informações se mantêm em sigilo e nenhum dado pode ser acessado por terceiros não autorizados.

Garantia de conformidade

Por meio de métodos de criptografia, as empresas podem se manter em conformidade com as diretrizes de compliance digital e legislações de proteção de dados pessoais. Por meio dela, as organizações podem atender aos padrões exigidos pela legislação, pelo mercado e por fornecedores, evoluindo a governança de suas informações.

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Segurança na nuvem 

Cada vez mais usuários e empresas usam os recursos de computação em nuvem. Por isso, também é preciso buscar maneiras de proteger os dados armazenados na nuvem. O fato de poderem ser acessados de qualquer dispositivo torna ainda mais importante sua criptografia para garantir sua integridade.

Garantia de propriedade intelectual

Arquivos que compõem a propriedade intelectual da empresa ou da pessoa física estão melhor protegidos quando são criptografados. Essa é uma ótima maneira de protegê-los de roubos, sequestro de informações ou comercialização não autorizada.

Dados criptografados podem ser hackeados? 

dados de computador
Imagem: Freepik

Sim, os dados criptografados podem ser hackeados pois não existe uma proteção total contra hackers, mesmo que strings criptografadas mais longas geralmente sejam mais difíceis de quebrar em ataques de força bruta. 

Quanto mais longa e complicada for uma senha, mais difícil pode ser adivinhar a que desbloqueia as chaves do reino. Isso porque, os ataques de força bruta consomem uma quantidade muito alta de tempo e capacidade de computação. 

Conclusão

A criptografia de dados é uma importante ferramenta para que empresas possam garantir a segurança da informação e a conformidade com as legislações vigentes. Por meio do processo de transformação de textos claros em textos ilegíveis, o envio, recebimento e armazenamento de informações confidenciais em segurança é garantido.
Continue acompanhando nosso blog para conhecer as principais soluções de segurança da informação para o seu negócio!

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